Questão 136209
Homem de 67 anos, com diagnóstico prévio de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) grave (VEF₁ = 38% do previsto), ex-tabagista de 50 maços x ano, procura o pronto atendimento por piora progressiva da dispneia, tosse produtiva e chiado no peito há 4 dias.
Relata eliminação de escarro amarelado espesso em grande quantidade e sensação de "peito pesado".
Nega febre, dor torácica ou hemoptise.
Faz uso regular de tiotrópio inalatório e budesonida/formoterol, porém admite que não utilizou o inalador de forma adequada nas últimas semanas.
Não faz uso de oxigenoterapia domiciliar.
Ao exame físico: bom estado geral, FR 20 irpm, SpO₂ 93% em ar ambiente, FC 92 bpm, PA 130x80 mmHg, T 37,1° C.
Ausculta pulmonar com roncos e sibilos difusos, expiração prolongada, sem macicez ou estertores crepitantes.
Gasometria arterial: pH 7,35; PaCO₂ 55 mmHg; PaO₂ 80 mmHg; HCO₃ 32 mEq/L.
Radiografia de tórax: hiperinsuflação pulmonar, sem consolidações.
Com base nos achados apresentados, qual é a conduta inicial mais adequada?