Questão 16629
Uma tercigesta de 34 anos, com 2 partos vaginais prévios, 33 semanas e 4 dias, vem transferida do pronto atendimento da cirurgia, referindo dor em andar inferior do abdome. Paciente refere trauma automobilístico (auto-auto) há 2 horas. Desde então, refere diminuição da movimentação fetal. Antecedente pessoal: hipertensão arterial crônica tratada com alfametildopa 2g/d. Ao exame clínico, a paciente apresentava-se em regular estado geral, corada, hidratada, afebril, PA = 148x96mmHg, abdome doloroso à palpação em hipogastro, dinâmica uterina irregular, BCF = 134bpm, altura uterina = 33cm, tônus uterino normal. Ao toque vaginal: colo grosso, posterior, pérvio 1cm. O médico que a atendeu optou por realizar analgesia com escopolamina e dipirona endovenosa e reavaliar. Após 2 horas, a paciente refere intensificação da dor abdominal com o seguinte exame clínico: regular estado geral, corada, hidratada, afebril, PA = 150x90mmHg, abdome muito doloroso à palpação em hipogastro, dinâmica uterina 4 contrações/10min, BCF = 119bpm, altura uterina 36cm, tônus uterino discretamente aumentado. Ao toque vaginal: colo médio, medianizado, pérvio 3cm. A cardiotocografia neste momento foi classificada como categoria 2. Qual é a conduta?