Questão 231770
Paciente do sexo masculino, 68 anos, obeso (IMC 33 kg/ m²), diabético tipo 2 e hipertenso, da entrada no pronto-socorro com história de dor abdominal em fossa ilíaca esquerda (FIE) há 3 dias, de inicio insidioso e piora progressiva. Refere febre não aferida e calafrios. Nega sangramento retal. Relata dois episódios semelhantes nos últimos 3 anos, tratados com antibióticos via oral em regime ambulatorial, com melhora. Ao exame físico: Regular estado geral, fácies de dor, desidratado (+/4+). PA 100/60 mmHg, FC 118 bpm, FR 22 irpm, Tax 38,9°C. Abdome: Distendido, ruidos hidroaéreos diminuídos. Doloroso à palpação profunda difusamente, com nítida plora em FIE, onde se palpa uma massa de limites imprecisos. Há sinais de peritonite localizada em FIE (descompressão brusca positiva apenas neste quadrante), sem defesa ou contratura voluntária em outros quadrantes. Exames Laboratoriais: Leucócitos: 21.500/mm3 (com 18% de bastões); Creatinina: 1,8 mg/dl (Valor de referência: 0,7-1,2 mg/dL); PCR: 220 mg/L. Tomografia Computadorizada de Abdome e Pelve (com contraste): Espessamento da parede do cólon sigmóide com densificação da gordura pericólica. Múltiplos divertículos no segmento. Presença de uma coleção líquida bem definida, com realce anelar periférico, medindo 8 cm x 7 cm, localizada na pelve, adjacente ao fundo de saco retovesical. Ausência de pneumoperitônio ou líquido livre em grande quantidade. Considerando o quadro acima, qual é a conduta imediata mais adequada para este paciente?